Todo final de ano é assim...
Fazemos planos, promessas, nos determinamos para começar o ano de maneira melhor que terminamos o anterior (Seja lá como tenha sido o ano predecessor, o importante é sempre melhorar). Preocupante é quando não fazemos planos, quando não nos determinamos... Quando, pelo menos, não desejamos ser melhores... Pois o próprio fato de querer estar melhor já é um primeiro passo para que o melhor aconteça para si.
Hoje eu comecei a arrumar o meu quarto. Ele não estava bagunçado, mas estava com várias coisas fora de seu lugar. Sabe quando você chega em casa e deixa um papel na mesa, ou um chaveiro na estante... aquela camisa no cabideiro, ou as capas de CD com seus discos trocados. Era assim que estava minha clausura... Acho que era um pouco do reflexo da minha vida. Não tenho medo de confessar isso. É normal com todo mundo. E espero que esta partilhe te ajude a se identificar.
As vezes, o nosso exterior, a forma como deixamos nosso ambiente (o quarto por exemplo, mas pode ser o escritório, a cozinha, etc. penso no ambiente em que você é você, onde não há personagens, mas o local onde você fica mais a vontade), reflete como está a nossa vida. No meu caso, tava tudo meio fora do lugar.
Penso que temos que ter a sensibilidade de nos darmos conta de como nosso meio está “desgovernado”, pois, desta forma, vamos percebendo a desordem que está nossa vida. Hoje acordei com uma vontade tão grande de organizar tudo. Deixar tudo tão bem localizado... em ordem. Não sei se já teve esta vontade...
É tão gostoso poder rever recadinhos em papéis, cartas recebidas, pequenas lembrançinhas! Ver gastos feitos e nem mais lembrados, por conta de notas dobradas em cima da mesa e coisas que não fazem mais sentido e podem ir pro lixo. Ai... que liberdade que nos dá...
É assim que devemos fazer na vida. Tem fatos e pessoas que merecem ser guardados, outros que a gente não deveria supervalorizar. Não diria que pessoas poderiam ser descartadas como um papel que não queremos mais... isso é feio e desumano: pessoas ajudam a nos construir (seja de maneira agradável ou dolorosa, mas elas sempre nos ajudam a crescer).
Vivo uma fase nova e já vista, pois sempre passamos por isso... Não é o ano que muda (o tempo é o mesmo) mas eu é que me renovo, amadureço, aprendo com minhas experiências e me abro para novas. Isso é gostoso demais! Isso é também felicidade, poder começar de dentro pra fora uma faxina e esperar o despontar de um novo ano, cheio de vigor e expectativas. Você já fez sua faxina hoje?!Rsrsrsrsrsrsrsrsssss...


