sexta-feira, 4 de maio de 2012

Encarando a Tempestade


Algumas pessoas têm a capacidade de acreditar que podem mudar umas às outras... ledo engano... Não conseguimos mudar ninguém! Nós só conseguimos mudar a nós mesmos!

E olha que isso já é um desafio enorme, mudar a nós mesmos, desconstruir antigos paradigmas e colocar novos nos lugar, sair de nossas zonas de conforto e crescer emocionalmente e estruturalmente.

Como se pode ter a empáfia de se achar que mudando os outros a minha vida vai melhor neste ou naquele aspecto?! Quem muda somos nós, repito!!

Sobre este assunto, façamos uma comparação: você já pensou na tempestade? Tempestade é sempre tempestade... não muda a sua força... É sempre chuva, vento, ou raio... mas sempre vem assim. A intensidade é que muda! Mas ela não deixa de meter medo ou causar transtorno.

Com as pessoas também é assim. Algumas são mais difíceis de se relacionar, outras são quase inatingíveis... mas são pessoas, têm histórias, tem uma raiz, um começo. Ninguém nasce 100% mal ou bom!

Dou este exemplo, porque nas nossas relações não temos tolerância e não buscamos amar (respeitar) aquelas pessoas que são mais difíceis de se lhe dar. Queremos somente o sol, e a primavera... e nos esquecemos que existe, também, o frio e a chuva (algumas vezes tempestade/neve).

Queridos amigos... independente do tempo e da temperatura, quem se protege ou se descobre sou eu.

Assim, também, na minha relação com o outro, quem escolhe amar ou odiar, tolerar ou rechaçar, agir com misericórdia ou indiferença sou eu. Quem escolhe ser feliz ou infeliz sou eu! Não são as pessoas que determinam a minha felicidade. Cada um de nós é protagonista de sua própria estória. E, por isso mesmo, é até injusto depositar nas mãos do outro, de um terceiro, a responsabilidade de me fazer feliz... eu escolho ser feliz ou não.

Enfrentar de frente as dificuldades da vida, aceitando as pessoas como elas são (assim como enfrentamos com serenidade uma tempestade), nos fortalece e nos faz estar ainda melhor para quando elas voltarem (por que não podemos fugir das pessoas e/ou dos problemas), porque elas sempre voltam.

Quando a gente se convence disso, a felicidade aparece, pois a gente não tenta agradar a todo mundo e nem se vende a ninguém, somos nós mesmos, sendo feliz e com isso, fazendo as pessoas a nossa volta felizes também... ainda que não pareça. Cabeça erguida, não temamos as pessoas dificeis, elas existem para nos aperfeiçoar! Isso é felicidade!!

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